CDDH participa da Assembleia da Anced e da Marcha das Margaridas

Ana Cifali, advogada do Centro de Defesa de Direitos Humanos - CDDH/SL está representando o Círculo Operário Leopoldense e o Proame Cedeca na XXII Assembleia Geral da Anced/Seção DCI Brasil, reunindo Centros de Defesa (Cedecas) de 16 estados brasileiros.

 

O CDDH também esteve presente na 6ª edição da Marcha das Margaridas, que ocorreu nesta manhã, e teve como temas a agroecologia e o enfrentamento da violência contra a mulher no campo. Cerca de 100 mil trabalhadoras do campo ocupam as ruas de Brasília para dizer não ao desmonte das políticas públicas voltadas ao campo e a reforma da Previdência.

 

O nome da marcha presta homenagem à Margarida Maria Alves, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, que foi assassinada em 1983, a mando de latifundiários. Por mais de dez anos à frente do sindicato, Margarida lutou pelo fim da violência no campo e por direitos trabalhistas.

 

XXII Assembleia Geral da Anced/Seção DCI Brasil

 

Também nesta quarta-feira foi realizada a 50ª Reunião Plenária do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), realizado no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Na reunião, o representante da coordenação da Anced, Romero Silva, fez uma fala enfatizando a institucionalização das violações de direitos, informações sobre a letalidade no Brasil, especialmente no extermínio da juventude negra. Enfatizou também sobre o sistema socioeducativo, abordando pontos como a lógica menorista para seu funcionamento e atividade prática, o debate sobre o aumento do tempo de internação e a redução da maioridade penal e o acompanhamento da liminar do STF sobre a superlotação das unidades socioeducativas.

 

Outro ponto abordando é sobre posicionamento da ministra Damares Alves acerca de vítimas de violência sexual no estado do Pará. A Anced fez solicitação ao CNDH a produção de documento com posicionamento contrário. No final, Romero relembrou a importância da defesa dos direitos humanos e do combate a criminalização de quem atua nesse campo.

 

A assembleia teve início na manhã de terça-feira (13 de agosto), com programação de abertura com uma mística que trouxe frases e relatos dos Cedecas sobre casos de crianças e adolescentes vítimas de violência.  Depois foi realizada a palestra "Resistir em um ambiente de hostilidade aos Direitos Humanos", uma análise da atual situação do campo da criança e do adolescente no Mundo e no Brasil, realizada por Djalma Costa, do Cedeca Interlagos - SP.  A assembleia segue até o dia 15, quinta-feira.

*Com informações da Anced/Seção Dci Brasil